Em 1989 a DC Comics juntou esses 3 ícones e o resultado foi a aclamada graphic novel
"Asilo Arkham - Uma Séria Casa em um Sério Mundo" (Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth), uma obra fechada, peculiar e que se tornou uma das mais aclamadas do universo do morcego.
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| Asilo Arkham, Panini 2016 |
A história começa quando o Coringa causa um motim na Prisão do Arkham, toma reféns e pede a presença do Batman para um joguinho particular. Outros famosos inimigos do morcego estão ali, Duas Caras, Mascara Negra, Killer Croc entre outros, aproveitando o caos para iniciar singelas vinganças contra seu maior algoz. Coringa e os demais sempre causaram dor de cabeça ao Batman, mas a medida que a história se desenrola, vemos um Batman sufocado, tenso e as vezes com medo, e entender o que está causando isso é o segredo da história. Paralelo a isso, temos contada a história do fundador do Asilo Arkham, o Ammadeus Arkham, lá nos anos 20, e essa história ecoa nos fatos presentes...
Relendo pela 3ª vez, acho que já consigo perceber bem mais coisas intrínsecas dentro da história. Trata-se de um conto de terror psicológico, onde as ações do Batman, seu antagonista amoral Coringa e um 3º personagem caminham lado a lado e um influenciando a outra. E é dentro desta narrativa, não tão linear e explicita, qua arte de Dave McKean se sobressai e torna-se essencial na obra, A composição de cada página é belíssima, e expressa coisas que os diálogos de Morrison podem ter passados despercebidos a uma primeira lida.
Esta edição definitiva, relançada pela Panini em 2016 (já fora lançada pela editora Abril em 1990 e pela própria Panini em 2013, com letramento errado), contém na parte dos extras, o roteiro completo escrito por Morrison, com comentários do próprio autor, explicando o que ele queria inicialmente, o que não deixaram publicar e muitas explicações no geral que vão ajudar na compreensão da leitura com toda certeza. Também varias artes conceituais de McKean. Uma edição primorosa, uma história impactante, a altura do que o Homem-Morcego, o palhaço do crime e o leitor exigente, merecem.
Carpe Diem, Carpe Gibis!


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